Psicoterapeuta

Categoria: Texto


  • O dilema dos porcos-espinhos: entre a solidão e o risco de se ferir

    Há uma antiga metáfora, tornada célebre por Arthur Schopenhauer, que fala de porcos-espinhos em um dia frio. Para se aquecerem, eles se aproximam. Mas, à medida que encurtam a distância, acabam se ferindo com seus próprios espinhos. A dor os afasta. O frio os obriga a tentar novamente. Assim seguem; entre aproximações cautelosas e distanciamentos…

  • Transformações do corpo e da mente na maturidade: perdas ou redescobertas?

    Há um momento da vida em que o espelho já não reflete apenas a imagem: ele devolve perguntas. O corpo, antes automático, agora hesita. A mente, antes veloz, agora pondera. E, entre rugas e silêncios, surgem inquietações: O que ainda sou? O que deixei de ser? O que posso me tornar? A maturidade chega sem…

  • Viver: antes que escorra

    Tudo o que temos é o agora Há um instante em que o tempo se revela: não como futuro, nem como passado; mas como algo que escapa. A vida, essa travessia feita de começos e despedidas, não espera nossa prontidão. Ela acontece. Inesperada, intensa, fugidia. Quantas vezes acordamos tarde demais para o que realmente importa?…

  • A solidão na velhice: entre o silêncio e o desejo de ser lembrado

    Há silêncios que não se fazem de palavras, mas de ausência. Silêncios que ocupam a sala, a cadeira vazia à mesa, o telefone que não toca. Na velhice, esses silêncios ganham corpo. Tornam-se companhia. E não raro, tornam-se ferida. A velhice, embora frequentemente romantizada como tempo de sabedoria e contemplação, é muitas vezes marcada por…

  • A reconfiguração da imagem corporal e a ferida narcísica

    Ao chegar à meia-idade, o espelho parece ganhar uma voz própria. Ele já não devolve apenas a imagem conhecida, mas também insinua o passar do tempo, revelando marcas que antes passavam despercebidas. É nesse encontro íntimo entre o corpo real e o corpo idealizado que muitas mulheres sentem o peso de uma ferida silenciosa, a…

  • Quando a mente sussurra e ninguém escuta: um convite ao cuidado que não se vê no espelho

    Vivemos em tempos em que falar sobre saúde mental se tornou mais comum; e isso é importante. Mas, muitas vezes, esse discurso vem embalado por fórmulas prontas, listas de autocuidado e promessas de bem-estar imediato. Neste texto, o convite é outro: mergulhar em uma escuta mais profunda, onde o cuidado com a mente não é…

  • Amar e odiar: as marés ocultas do mesmo sentimento

    Há sentimentos que não se encaixam em definições fáceis. Há afetos que se embaralham dentro da gente, dançando em círculos sob a pele, como se fossem opostos; mas não são. O amor e o ódio, por exemplo, não são inimigos. São vizinhos. Dormem na mesma casa psíquica, dividem a mesma mesa de afetos, e muitas…

  • A difícil arte de conviver: consigo e com o outro

    Em algum momento da vida, todos nós nos deparamos com dificuldades nos relacionamentos; seja em casa, no trabalho ou nos laços mais íntimos. É comum atribuir esses impasses ao comportamento do outro. Mas e se parte desses conflitos tiverem raízes dentro de nós? Neste texto, convido você a refletir sobre a relação entre o que…

  • Respirar, sentir, existir: um convite à escuta da vida

    Em um mundo tão barulhento, às vezes é no silêncio que a vida mais fala. Este texto é um convite à escuta sensível; aquela que se faz com o coração aberto, entre as curvas da rotina e as pausas do inesperado. Porque viver é, antes de tudo, sentir. A vida, esse sopro misterioso entre o…

  • O Incrível, o Dolorido e o Comum: lições que moldam o nosso caminho

    A vida é incrível quando chega iluminando os cantos escuros. Ela nos veste de entusiasmo, coloca brilho nos olhos e nos lembra que ainda há horizontes a serem alcançados. Mas também é dolorida, quando a beleza se esconde atrás de nuvens pesadas e o chão parece instável. E, entre essas duas forças, existe o comum;…